terça-feira, 7 de junho de 2011

« Borboletas
Guardo calada o que, por ser tão grande e tão verdade,
Só o silêncio admite e enobrece.
Fora isso,
Reparo no bater das asas que já me estremece o olhar - e o coração -
E guardo o que, por ser tão íntimo e feliz,
Humedece o olhar mas dá Beleza à vida.
Digo-vos, é assim a história,
A história das Borboletas:
Luzentes vêm como cristais,
Rápidas vão, como cometas. »
Fátima Lopes


Ler isto, hoje, no meio de todas aquelas pessoas que nos três últimos anos (menos, no caso de alguns) têm feito o meu dia-a-dia, fez-me começar a chorar, claro, porque marcou mesmo "o início do fim". Esse fim que vai chegar daqui a dois dias, esse fim por que andava a ansiar, mas que agora não queria mesmo ver chegar.
E sem dúvida que uma das pessoas mais marcantes ao longo destes três anos foi a professora Fátima, que me deu muitas lições e me ajudou, como mais nenhum professor até aqui - e, com certeza, mais nenhum depois disto - fez ou fará. E nada me soube melhor, hoje, do que quando ela me disse « A Inês, mais que aluna, é minha amiga, por isso não se preocupe - vou continuar sempre aqui para si, onde quer que a vida a leve. » Não podia estar mais feliz e mais agradecida por ter tido a honra de a conhecer. E será, sem dúvida, uma das pessoas que mais que custará deixar.

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