terça-feira, 17 de maio de 2011

( a estupidez positiva! )

Mais uma vez, hoje, tive a certeza de que, apesar de todas as confusões pelas quais vamos passando, e todas as pessoas que estão lá a estragar a harmonia, somos uma turma - porque até este ano, não o éramos! E vou ter muitas saudades, mesmo muitas.
Ultimamente, há apenas duas coisas que me têm feito passar os dias, na escola, sem sentir que estou a ser torturada mais do que para além do que é possível alguém aguentar - agora só estou a ser torturada, ponto.
E porquê? Porque as mensagens anónimas das aulas de Psicologia me têm feito rir imenso... « bora fumar um charro? Alinhas? Entao junta te ao pessoal. As 18:30 no campo. Aparece ;) » e « sangra da mama » e « vocês são mesmo sacaninhas » e pronto, o que tenho a dizer é amo-vos gateinhas, somos as manas da party! E com trabalhos de casa extra de Psicologia para compensar o nosso mau comportamento xD
E nada, mesmo nada, me fará esquecer a aula de Português de hoje. Está uma pessoa calmamente sentada a tentar tirar os apontamentos em paz e a remoer a irritação, quando ouço a Jéssica a dizer à Nádia « Tens um bicho enoooorme atrás de ti! » e eu viro-me para a Bárbara e digo-lhe, « E tu tens um bicho enooorme à tua frente! » (porque, claro, não podia deixar escapar a oportunidade de ser má!) e, quando dou por ela, a Jéssica e a Nádia estão a gritar de medo (e eu de susto) e estão a pé, bem como o Ricardo, o João e o Gonçalo, e todos eles estão a tentar matar uma vespa enorme que andava pela sala. A professora andava a abrir a porta e as janelas e a tentar levar a vespa lá para fora, claro que sem resultados, e de repente vejo o João de braços no ar a cantar « Sempre sempre sem parar! », com o livro de Português, e de repente vejo-o a passar-se e a atirar o livro contra a parede ao lado do quadro, e a vespa a escapar, e a pousar na janela ao lado do Ricardo, e ele com o Memorial do Convento, pronto para lhe dar com ele, e eu grito, Não, que partes o vidro!, mas ninguém me ouve, no entanto o Ricardo hesita, o João faz uma espantosa recuperação do seu livro e bate com ele na vespa, e foi o fim desta nossa linda história de amor. Só digo uma coisa - imbatível. Depois dos dias que tenho tido, nunca me imaginei a chorar de riso numa aula de Português.

Valeu, obrigada ;D

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