De um momento para o outro, é como se tudo aquilo em que eu mais acreditava, se tivesse simplesmente desfeito, de um momento para o outro, sem aviso prévio. Tudo em mim está a ser sacudido e partido, desde as mais pequenas coisas, até às que realmente faziam de mim quem sou. Cada sentimento, cada crença, cada pequeno bocadinho de mim está a ser devorado por este "monstro" que me consome.
No entanto, hoje foi diferente. O dia foi mais calmo e mais "positivo", e a razão mais plausível - e no entanto, tão parva - que encontro para isso foi o facto de ter estado sol. O sol aqueceu-me por fora, e contribuiu um pouco para derreter o frio que me tem envolvido, o medo terrível que o "depois" me traz. O sol não apagou nada do que me martiriza, mas melhorou tudo, só um bocadinho.
Volto a repetir-me: não desisto enquanto não conseguir o que quero. E o que quero, neste momento, é muito pouco comparado com tudo aquilo que queria até há uns poucos dias atrás. O que quero, neste momento, é apenas e só aquilo que me considero no direito de obter.
E o que quero é nada mais que a verdade. Toda. Crua, nua, pura e dolorosa. Toda, toda, toda.
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