quarta-feira, 29 de setembro de 2010

( wonderwall )

« By now you should've somehow
Realized what you gotta do

I don't believe that anybody
Feels the way I do about you now
(...)
There are many thing that I would like to say to you
But I don't know how
(...)
By now you should've somehow
Realized what you're not to do
I don't believe that anybody
Feels the way I do about you now
(...)
And after all, you're my wonderwall »

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Foi mais um dia completamente inútil, já para não dizer que a sorte não esteve do meu lado. Mais uma vez, os eternos desencontros que eu odeio acima de (quase) tudo.
Amanhã há mais. Melhor ou pior, não sei.

Só me pergunto quando (e como) vou resolver isto.
:'(

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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Estou demasiado cansada para procurar palavras. Sinto-as (e sinto-me) inútil.
Odeio silêncio, mas hoje não tenho alternativa.

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Não sei se sou eu que sou muito linear ou vejo as coisas demasiado simples, mas no que me diz respeito, acho que não é assim tão complicado responder a uma questão que só tem duas respostas possíveis: sim ou não.

Se calhar sou eu que estou errada. Assim como assim, a culpa é sempre minha.

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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Depois do que vi hoje, o que posso dizer?
Que fui apanhada de surpresa? Que por não estar à espera me doeu duplamente? Que fiquei totalmente sem palavras? Que só me controlei graças a um tremendo esforço do qual nem eu própria me julgava capaz? E que acho que não mereço isto? E que estou positivamente muito, muito farta de estar sempre nestes altos e baixos? E que passo a vida a chorar pelos cantos, mesmo sem querer? E que me sinto mesmo num beco sem saída, totalmente impotente? E que não sei como hei-de resolver tudo? E que a coisa pior do mundo é não saber o que se passa neste preciso momento e sentir-me totalmente ignorada, desinteressante e, arrisco dizer, gozada?

Juro, juro que não aguento mais.

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domingo, 26 de setembro de 2010

Odeio desencontros.
Uma vez mais, sinto que ando perdida e não consigo acertar no tempo, nem acertar-me com ele. Chego sempre demasiado cedo ou demasiado tarde. Não encontro quem preciso no momento certo, e quando o vejo já não posso fazer nada. Há sempre algo que se interpõe e me estraga os planos. Os ponteiros do relógio correm demasiado depressa quando o que eu mais preciso é de tempo, e parecem arrastar-se quando só quero que as horas passem. Tem sido um fim de semana (des)esperado porque preciso que passe rápido.
No entanto, tal como hoje de manhã logo ao acordar, sinto-me estranhamente ansiosa, como se não conseguisse acalmar-me nem o suficiente para chegar a uma qualquer conclusão plausível. Não sei, não sei nada. Sinto-me a girar ao contrário do resto do mundo. Estou confusa.

Acho que sei o que vou fazer. Se não me trocarem as voltas como de costume.
Só espero, sinceramente, que desta vez os ponteiros decidam acertar-se por mim e me deixem fazer aquilo que... já nem digo aquilo que quero, mas aquilo que preciso. Porque eu realmente preciso, preciso muito, de fazer o que tenho a fazer.

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Muitas das pessoas que conheço têm uma visão bastante céptica acerca do amor. E repetem-me constantemente que eu sou demasiado inocente e olho para tudo com os meus queridos óculos cor de rosa, mas que já era altura de os tirar. Eu não concordo. Sim, até posso ser exageradamente romântica, mas sempre acreditei em príncipes encantados e finais felizes e não é agora, aos dezassete anos, que vou deixar de o fazer.
Mas eu percebo a razão de tanto cepticismo - o que mais ouço, todos os dias, são histórias de corações partidos e sofrimento imerecido; eu própria já passei por isso mais vezes do que seria desejável. No entanto, ao contrário deles, eu continuo a acreditar no amor. Continuo a acreditar que ele é possível, e que pode durar muito tempo, e que não há ninguém que seja perfeito, mas que todos nós temos alguém, algures, que é perfeito para nós. Continuo a acreditar que o amor é das poucas coisas nas quais posso sempre acreditar.
Não pretendo desvalorizar, de maneira nenhuma, as experiências de vida e as histórias de (des)amor das outras pessoas, mas eu tenho as minhas próprias experiências e histórias, e caso ninguém se lembre, sei perfeitamente o que é sofrer por amor. Sofro um bocadinho mais todos os dias, na verdade, mesmo que não se apercebam disso. Mas acho que é verdadeiramente importante nunca deixar de ter Esperança, nunca deixar que os sonhos morram. Acho que é verdadeiramente essencial continuar a ter fé e a acreditar, com todo o meu coração, que os finais felizes não acontecem só nos romances que passo a vida a ler.

É por isto que não sou céptica em relação ao amor: quando tudo o resto parece desmoronar-se, eu sei que tenho sempre algo a que me agarrar. Mesmo que seja um amor antigo, magoado, não retribuído, sofrido, (im)possível... sinceramente isso já não me interessa. Continuo a repetir para quem me quiser ouvir, estar apaixonada é fantástico e merece o esforço. E no final de contas, não se diz que quem nunca sofreu por amor, é porque nunca amou verdadeiramente?

O problema das pessoas é que não compreendem que o mal não está em amar. Amar (e ser amado, obviamente!) é a melhor coisa do mundo. O amor nunca faz mal, nunca traz dor nem sofrimento nem mágoa... O que dói, é ser rejeitado, ignorado, magoado, traído... isso sim, faz mal. O amor não; o amor cura tudo!
E não valerá a pena amar - mesmo correndo o risco de ser magoado? No que me diz respeito, sim! Vale totalmente a pena. Mas isto sou eu... que sou uma apaixonada pela simples ideia de estar apaixonada.

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sábado, 25 de setembro de 2010

« Se é tão bom de ouvir
Vivo para ti

Até o nosso amor morrer »

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Estou habituada, mais que habituada, a ler livros, ou mesmo textos soltos, de outras pessoas, e a chorar por e com eles.
Mas não estou nada, nada habituada a ler os meus próprios textos e a chorar desalmadamente. Mas é isso que estou a fazer neste preciso momento: a ler os meus textos antigos aqui no blog, e a chorar, chorar, chorar.
A expressão que melhor me ocorre é só uma... crying my heart out.

Amo-te.

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Não tem sido propriamente fácil arranjar palavras, nestes últimos dias.
É facílimo saber ao certo o que dizer quando estou mal; e mesmo quando estou bem, há sempre algo a dizer, por pouco que seja. Mas em momentos como os de agora, em que não faço a mínima ideia de como estou - nem sabia que era possível estar assim tão confusa em relação a (quase) tudo... - se há coisa que não tenho, de todo, são palavras.
Posso até conseguir escrever um texto mais ou menos coerente mas no fundo, não vou fazer mais do repetir tudo o que tenho vindo a dizer, a mim própria ou nos textos mais recentes.
Por isso não sei bem se devo voltar a dizer tudo, ou calar-me. Não sei se é melhor dar o primeiro passo, ou ficar quieta (mais ainda!). Não sei se é melhor pensar bem e racionalmente, ou não pensar de todo. Não sei se é melhor escrever para me libertar do que me pesa (tanto), ou se é melhor continuar a guardar tudo dentro de mim até à explosão inevitável, que será espontânea e poderá, ou não, acabar bem.
A única coisa de que estou realmente certa é do que sinto. E acho que no meio de tanta gente confusa e infantil, é verdadeiramente bom conseguir sentir-me assim, e há tanto tempo. Porque digam-me o que disserem, eu estou assim, sempre estive e é assim que quero estar.

Mesmo que custe não ter uma notícia, uma palavrinha qualquer, um sinal de vida... um sinal de interesse. Eu estou aqui e por aqui fico.

« É muita vida a não ser o que tu sentes. »

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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Odeio estas comparações que a minha mente continua a fazer, mesmo sem eu querer. Suponho que, no fundo, tudo se deve a eu ter perfeita consciência de que há momentos no teu passado com os quais eu não posso, nem nunca poderei, competir. E mesmo que nós tenhamos uma história (porque temos, e é longa!), tu tens mais histórias - tens, pelo menos, mais uma história que deves ter em muito maior consideração do que tens a nossa. Tens mais pessoas na tua vida - tens, pelo menos, mais uma pessoa a quem deves dar muito mais importância do que aquela que me dás a mim.

E não são só essas comparações que eu não consigo evitar. Não consigo deixar de comparar o que somos agora, ao que fomos um dia - e acredita que odeio lembrar-me de certas coisas que não consigo esquecer, já o disse ontem, e muitas outras vezes. Não consigo deixar de comparar-nos a nós próprios, e não gosto disso. Porque, se por um lado somos completamente diferentes, por outro continuamos iguais - ou, pelo menos, parecidos - porque há sempre uma barreira que nos separa e que nunca me deixa chegar completamente até ti. Provavelmente porque tu próprio não queres que eu o faça.
Mas sabes uma coisa? Já não estamos em 2008. Eu já não tenho 15 anos. Mudei muito desde esses tempos. E mesmo que continue a gostar de ti, tanto - ou arrisco dizer, mais - do que gostava nessa altura, agora tenho toda uma nova perspectiva sobre nós e o que somos ou não somos.

Por isso, deixa-me só descobrir a melhor maneira de fazer o que quero fazer, e isto vai resolver-se.
Porque mesmo que não tenha direito a mais nada, tenho o direito de saber o que se passa, tenho todo o direito de saber as coisas. E não vou abdicar dele!

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Sometimes pictures are worth more than a thousand words.
Then again, it's always nice to say I Love You.

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( astrology. again. )

Quando me dá para ir ler o meu horóscopo, acabo invariavelmente irritada.

O de hoje, primeiro diz-me assim: « Procure controlar o excesso de possessividade. »
E eu penso, UAU! Porque realmente se há coisa que eu tenho sido, é possessiva, não haja dúvida. Super possessiva mesmo, então não. Até sou menos do que devia. Como se eu não tivesse motivos para me preocupar. Depois da manhã de hoje, então...

Continuo a ler (como se acreditasse muito nestas coisas). E é isto: « Os outros podem parecer-lhes esquivos, hoje. »
Esquivos? Do tipo esquivos, de me evitarem e não falarem comigo? A sério? Nãaao, deve ser só impressão minha também.

Mas finalmente chegamos à parte em que começo a gostar mais, porque (surpreendentemente) expressa o que sinto melhor do que eu: « Mesmo que consiga chegar à pessoa que anda a tentar contactar, ainda é difícil de perceber o que realmente está a ser dito durante a vossa conversação. »
Não sei porque é que me espanto. Como se eu alguma vez percebesse alguma coisa do que se passa.

E ainda: « Pode ser que se sinta como se houvesse algo de errado em si se não consegue uma conexão sólida com alguém especial. »
Cá está outra coisa certa e que também já conheço de ginjeira.

E por fim diz-me que a situação se vai resolver por si própria, rapidamente, e sem que eu tenha de fazer grandes esforços.
Quem me dera, horóscopo, quem me dera. Mas infelizmente, se há coisa em que já não acredito, é que isto algum dia vá resolver-se sem eu ter de fazer alguma coisa.

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terça-feira, 21 de setembro de 2010

-.-'

Tudo em mim, hoje, dói.
Não há uma única parte do meu corpo que não me doa.
(Nota: arranjar uma desculpa qualquer da próxima vez que tiver de fazer a milha)

E por dentro?
A minha condição actual não é muito melhor.
Para variar.

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Sabes uma coisa? No fundo, os nossos problemas foram (são) sempre os mesmos. E entre eles, sempre estiveram dois que eu odeio: a distância e o silêncio. (Irónico, não é? Quando a distância física, ainda por cima, é tão pouca...)
Não sei bem o que escrever porque não sei bem o que pensar, mas precisava destas poucas palavras inúteis para tentar organizar o que vai na minha cabeça... ultimamente, tenho tido muitas ideias mas nunca considero nenhuma delas viável.
Para além disto, continuo - mesmo sem querer, porque não quero - a rever na minha cabeça situações passadas, dores passadas, que me enchem de medo porque não as quero ver repetidas.
E sabes qual é uma das coisas de que nunca me esqueci e que continua, de certa forma, a assombrar-me? Uma certa conversa em que me disseste: « A maioria das vezes não estou contigo não é porque não posso, mas porque não quero ». Sim, eu sei que uma situação totalmente diferente e provavelmente não faz qualquer sentido estar a recordá-la agora, muito menos fazer comparações, mas não consigo deixar de pensar naquela frase. E, sobretudo, não consigo deixar de me perguntar se não terá sido sempre assim...
Ou talvez esteja apenas a ser injusta. Já não sei bem o que é certo e o que é errado no meio disto tudo; não sei o que dizer nem o que fazer nem o que pensar e por isso começo pensar neste tipo de coisas que - acredita! - só queria conseguir esquecer que alguma vez me foram ditas.
E eu gostava, gostava sinceramente, de conseguir dizer-te tudo isto. Mas hesito, porque não sei se devo. Tenho medo, sabes? Tenho medo de tudo, neste momento, porque a insegurança é muita e não consigo interpretar o que (não) se passa.
É por isso que ainda escrevo. Ajuda-me a libertar o pouco que consigo dizer, mesmo que nunca saiba se me lês ou não - e o meu palpite é que não. Mas eu escrevo na mesma, eu ainda escrevo e hei-de escrever sempre, quer me leias ou não... quer me queiras ler ou não... quer gostes do que lês, ou não.

E como sempre, comecei este texto por um ponto e já me perdi por entre as minhas confusões e as minhas recordações.
Acho que só me resta fazer aquilo que faço sempre: esperar. Não sei porquê. Ou de que é que estou à espera. Ou sequer se devia esperar.
Mas faço-o, porque de todas as alternativas que tenho, esta é a única que me sinto em condições de fazer, neste momento.

Suponho que é uma sorte ter sido prendada com o dor da paciência.
Ou pelo menos, da paciência para ti, em especial.

... and after all, you're my wonderwall.

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( fools rush in )

« And so I come to you my love
My heart above my head
Though I see the danger there
If there's a chance for me
Then I don't care
»

( http://www.youtube.com/watch?v=djNVHIBWWOw )

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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

( a game - or not )

Hoje perguntaram-me se eu tenho sorte ao jogo ou ao amor. Pensei uns segundos na pergunta e disse « Sinceramente, acho que não sou uma pessoa sortuda. » e continuo a achar que foi a melhor resposta que poderia arranjar.
E depois, "pensamento puxa pensamento, conversa puxa conversa", cheguei à conclusão que muitas das pessoas que conheço observam as relações que têm como se se tratassem de meros jogos. E há quem saia sempre a ganhar - não sei como, mas há. Quer no jogo, quer no amor... quer no jogo do amor.
Mas eu, pelos vistos, ou não sou uma pessoa sortuda, ou então simplesmente não aprendi bem as regras do jogo, apesar da prática ganha com este tempo todo. O que eu sei e o que eu compreendo acerca desta situação toda, é muito pouco, quase nada mesmo. E é por isso que já não tenho tentado compreender: simplesmente faço o melhor que posso. Que é pouco.

Não gosto de olhar para o amor como se fosse um jogo. Para mim é muito mais que isso: para mim o amor é tudo, e está acima de tudo o resto, sempre (assim como quem amo).
Mas vendo tudo da perspectiva de um jogo, só tenho isto a dizer: quando eu jogo, jogo até ao fim. E isso significa nunca desistir, aconteça o que acontecer.
Se isto é um jogo, então estou aqui para ficar. Até ao fim. (E acho que já o provei!)

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domingo, 19 de setembro de 2010

« Why is everything all loneliness with me?
I guess sometimes I try too hard, and sometimes you cause it
(...)
I was told to be smiles and bright eyed happiness
But sometimes I can't find anything to laugh at
(...)
Why can't I be everything to anyone else, or maybe just to you?
Just once I would like to be something
»

( por agora, fico à tua espera. e só posso esperar que não me faças esperar muito. )

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Já comecei este texto umas três ou quatro vezes e ainda não encontrei a melhor maneira de dizer o que quero... e receio não vir a ser capaz de o fazer, por muito que escreva.
Optando pela simplicidade de palavras, o que me anda a moer a cabeça (sim, que eu tenho de ter sempre algo a chatear-me) neste momento é que não sei o que fazer, nem se devo fazer alguma coisa, nem quando é o momento certo para fazer essa coisa que ainda não sei o que é ou se devo fazer.
As férias estavam a dar-me alguma segurança. Eu sabia que no fim das férias, eu ia ter de receber uma resposta, fosse ela qual fosse, que ia ditar o meu futuro próximo (ou seja, os próximos nove meses). E recebi a resposta... ou pelo menos penso que sim.
Mas - porque há sempre um mas! - agora já não tenho essa sensação de segurança. Agora já não vejo um "prazo", já não vejo um momento em que eu sabia que alguma coisa ia ter de acontecer... agora vejo nove meses à minha frente e não faço ideia do que vai acontecer.
E tenho medo do que pode, ou não, acontecer. Muito medo mesmo.
Dava tudo para conseguir ler mentes (e corações) neste preciso momento.

Podia continuar este texto e escrever mesmo tudo o que me vai na cabeça, mas não é o momento certo. Estou a sentir-me ansiosa e nem sei porquê. Estou toda confusa e não consigo ordenar melhor os pensamentos. Por isso fico por aqui: um texto inacabado e as palavras todas enroladas umas nas outras.

Sobra-me isto: não te quero perder, aconteça o que acontecer. É só.

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sábado, 18 de setembro de 2010

( random things )

Ando a ouvir bastantes músicas novas e descobri uma verdadeira pérola chamada Never Forget You dos The Noisettes (www.youtube.com/watch?v=KRFHiBW9RE8&ob=av3e) que adorei e que se tem tornado num vício - mais uma daquelas músicas que quando ouço, ficam em repeat durante imenso tempo.
Andava eu num shopping em Espanha quando me apaixonei. Por um lip gloss absolutamente espantoso (eu, que nem sou grande fã de maquilhagem, excepto em ocasiões especiais). Do cor de rosa mais bonito que eu já vi. Pego no dito objecto, observo-o bem e descubro que, afinal, tem um nome. Nada mais, nada menos do que Forget-Me-Not. Qualquer coisa como "não me esqueças". Claro, claríssimo que fiz uma compra logo ali.
Juntando ao facto de que o meu filme preferido de todos os tempos se chama Remember Me e que tenho uma certa obsessão em relação a memórias, devo dizer que são demasiadas coincidências para um dia só.
Mas é mesmo isto que eu quero: que não me esqueças.

Ando novamente num período de "bloqueio do escritor" - é um bocado falta de modéstia referir-me a mim mesma como escritora, porque (infelizmente) não sou, mas à falta de melhor expressão, gosto sempre de usar esta, na esperança de um dia poder usá-la legitimamente, como escritora que gostava (minto: amava) de ser.
Desde quinta feira que a minha vontade e as minhas ideias se evaporaram. Não sei se foi o choque da surpresa desagradável, ou a reacção exagerada... não sei bem o que foi que levou a minha inspiração para um sítio qualquer bem longe daqui.

Sei que me senti apavorada, aterrorizada mesmo. Sei que há meses que não sentia aquilo, o puro pânico a invadir-me e a destruir-me completamente (outra vez) - de facto, nem me lembro bem da última vez que me senti tão mal.
Acho que acabou por se resolver tudo pelo melhor. Mas como sempre, não posso afirmá-lo com certezas, porque nunca tenho certezas de nada no que toca a este assunto.

E também me apetece dizer que apesar do relativo pouco tempo que passou, já estou cheia de saudades (tuas) e não as consigo controlar, por muito que tente - e tenho tentado. Há certas imagens que de vez em quando me invadem a cabeça e começam a passar em repeat, como cenas de filme, e não consigo expulsá-las... até porque na maioria das vezes não quero. Porque no fundo, adoro sentir um friozinho na barriga e ter um sorriso na cara quando penso em ti. Por isso é melhor aproveitar enquanto o medo não volta... ou, pelo menos, enquanto estou a conseguir manter-me bem. Relativamente.

A minha vida é uma confusão.

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